Lição germânica

13 jul

Sou patriota. Não só em Copa do Mundo, diga-se de passagem.

E como acompanho futebol (e outros esportes), não conseguia imaginar a Argentina campeã na nossa casa. Na nossa Copa. Então, menos pior a vitória da Alemanha.

E espero, sinceramente, que a conquista alemã signifique crescimento para a Seleção Brasileira. Para o futebol brasileiro.

Para além da goleada de 1 x 7, o Brasil precisa aprender com a lição germânica.

Uma seleção que precisou se reerguer. Um país que precisou reestruturar seu futebol. E, depois de anos amargando derrotas, chegou ao título mundial. Com uma geração que havia ficado marcada como fracassada e hoje sagrou-se vitoriosa.

Que sirva de inspiração para o futebol brasileiro. E que as mudanças comecem. Já.

 

por Gilze Bara

De olho na disciplina: Alemanha X Argentina

13 jul

Em 1950, meu vô pediu minha vó em casamento e correu pro Maracanã, onde viu uma seleção que colheu os frutos das comemorações antecipadas.

Em 2014, meu irmão foi representar meu avô no dia em que, se tivesse vivo, completaria 93 anos. Torceu pela Alemanha.

31 seleções vieram pra jogar a Copa. Alemanha veio pra ganhar.

Treinou com sol a pino, sentiu o país pra sentir-se em casa, mostrou disciplina desde a classificação. Desde muito antes.

Vestida de Itália e com certo apoio do juiz, a Argentina apostou as fichas em Messi, que, como Itália em 1994, teve nos pés do craque seu último lance: pelo alto do gol, Lionel “Baggio” Messi acabou com as esperanças sul-americanas.

24 anos depois de ser tri, o Brasil foi tetra. 14 depois de ser tri, a Alemanha foi tetra. No Brasil.

Alemanha mostrou que ganhar Copa do Mundo não é juntar um time e entrar em campo.

Foi uma copa de Manoel e Joaquim: Manuel Neuer foi o goleiro dos goleiros na Copa dos goleiros; Joachim Loew foi o técnico dos técnicos na Copa das Copas.

Na real: ganhou a Copa e todos os que estavam no caminho social pelos quais passou.

Na súmula: ganhou quem veio pra ganhar.

A taça: foi pro Brasil, o país, em organização, qualidade e emoção, um cala-a-bola pra imprensa que já começou a agourar as Olimpíadas.

E Neymar viu Messi na Final; talvez só ele.

Quem quiser ganhar na Rússia tem que começar a treinar hoje. Sem descanso e entrevistas diárias.

Faltam 4 anos.

 

por Gustavo Burla

Mais do mesmo

13 jul

O jogo contra a Holanda comprovou: não foram os seis minutos. Os seis minutos de apagão, de pânico, de perplexidade. Os seis minutos dos quatro gols da Alemanha na semifinal. Não foram os seis minutos que tiraram do Brasil o sonho de ser hexa em casa.

O sonho caiu nos 630 minutos (tirando os acréscimos e a prorrogação nas oitavas) dos sete jogos. E só não virou pesadelo antes porque demos sorte de enfrentar adversários mais fracos e que respeitavam nossa camisa e nossas glórias passadas.

O que vimos foi mais do mesmo. Da mesma apatia, da mesma desorganização, da mesma teimosia.

Tudo bem, o pênalti não foi pênalti. No segundo gol houve impedimento. A arbitragem foi ridícula. Mas e o Brasil?

Equívocos. Falta de conjunto. Mais do mesmo.

E uma marca histórica: o maior número de gols levados por uma Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo: 14. Desses, dez nos últimos dois jogos.

Se começamos esta Copa com o pé direito (do Marcelo, no gol contra), terminamos com o pé esquerdo. Geral.

 

por Gilze Bara

Brasil volta a decepcionar e perde para a Holanda

12 jul

A seleção brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo da maneira que ninguém esperava, com mais uma derrota, agora para a Holanda.

A seleção holandesa começou o jogo pressionando o Brasil, e logo aos 2 minutos de jogo, Robben recebeu a bola, ganhou na corrida de Thiago Silva e sofreu a falta fora da área, mas o árbitro marcou penalti. Van Persie bateu com muita categoria, sem chances para o goleiro Julio Cesar, e abriu o placar. A seleção ficou perdida após tomar o gol e aos 15 minutos sofreu o segundo  gol, o lateral esquerdo Blind aproveitou a falha da zaga brasileira para marcar.

Juiz marcou penalti em falta sofrida fora da área

Juiz marcou penalti em falta sofrida fora da área

O primeiro tempo continuou com o Brasil ensaiou uma pressão, mas o gol não saia. Na volta do intervalo o jogo continuou com a mesma tendência, a seleção brasileira buscando o gol, perdendo algumas chances, e a seleção holandesa saindo com perigo no contra ataque. Para sacramentar de vez a vitória, Wijnaldum, nos acréscimos, fez o terceiro gol.

Brasil perdeu algumas chances de fazer o gol

Brasil perdeu algumas chances de fazer o gol

Com a vitória a Holanda ficou com o terceiro lugar na Copa, o Brasil acaba decepcionando e ficando na quarta posição.

por Lucas Motta

 

De olho no respeito: Holanda X Brasil

12 jul

A Holanda não se preocupou em respeitar as cinco estrelas do Brasil: vamos fazer uns dois gols naquele timinho e dar o fora daqui (fizeram três).

A seleção não respeitou o futebol e fez o feijão com arroz de quem achou que jogar em casa era sinal de título (culpa da comissão técnica, pois quase nenhum jogador mora no Brasil).

A CBF não respeitou o brasileiro, e isso vem de muito tempo, desde que Romário salvou a seleção de 1994 e Parreira foi ovacionado pela alienação.

Na real: o Brasil  ensinou o mundo a jogar futebol,  mas esqueceu.

Na súmula: Holanda ganhou do Brasil e só não fez mais gols porque também não queria jogar (veio pra ganhar o campeonato, mas não fez o suficiente).

No futuro: a Holanda vai mudar e, como nos últimos 40 anos, tentar manter uma base. Do Brasil, como a mesma corja continua no comando da CBF, não se pode esperar muito.

Pela primeira vez as vaias na Copa foram dignas: responderam a uma falta de respeito.

 

por Gustavo Burla

Honrar a camisa

12 jul

Brasileiro costuma não dar valor algum ao segundo e ao terceiro colocados em uma competição.

Um erro.

Claro que todos queremos o lugar mais alto do pódio, a medalha de ouro, o título de campeão.

Mas, se essa glória não vem, que tentemos – e valorizemos – a prata ou o bronze. Eles têm seus méritos.

É o que gostaria de ver no jogo de hoje. Uma seleção lutando pela vitória e pela conquista do terceiro lugar na Copa 2014.

Não, isso não apagaria a goleada histórica sofrida nas semifinais para a Alemanha.

Nem diminuiria o vexame pela falta de combate – volto a afirmar: o pior não foi perder, mas a forma como perdemos.

Tampouco minimizaria a necessidade urgente de mudanças no futebol brasileiro.

Mas mostraria o desejo de honrar a camisa brasileira. Camisa tantas vezes vestida por craques que foram fundamentais na história do futebol. Camisa que representa uma seleção cinco vezes campeã mundial.

Que não venha novo vexame. Por amor à camisa símbolo do nosso país.

 

por Gilze Bara

Dupla disputa no confronto Brasil e Holanda

12 jul

Depois da sofrível derrota para a Argentina nos pênaltis, a Holanda terá pela frente agora a seleção brasileira, nesse sábado, 12, em Brasília. Mesmo com o descontentamento de ter essa partida pelo terceiro lugar do mundial por parte do treinador Louis Van Gaal, a seleção holandesa quer se despedir com uma vitória.

Mas a disputa vai além do gramado. Além da partida em si, haverá um confronto fora de campo. Os treinadores Van Gaal e Luis Felipe Scolari têm uma rivalidade antiga, e que cresceu no começo deste mundial com um bate boca em que o treinador holandês disse que o Brasil estava sendo favorecido pela Fifa, e de uma forma grosseira o treinador brasileiro respondeu chamando-o de “burro e grosseiro”. A rivalidade já é antiga, já que em 1995, no Mundial de Clubes, Felipe Scolari comandando o Grêmio foi derrotado pelo Ajax, do então Van Gaal.

Confronto a parte – Luiz Felipe Scolari x Louis Van Gaal

Confronto a parte – Luiz Felipe Scolari x Louis Van Gaal

Os treinamentos para o jogo deste sábado, 12, não indicaram nenhuma pista da provável equipe que vá a campo, mas pode-se ver algumas novidades, principalmente jogadores que tiveram pouca oportunidade na Copa.  A esperança de uma vitória continua sendo depositada pelo setor ofensivo – Wesley Sneijder, Robin Van Persie e Arjen Robben, inclusive o último está brigando pela bola de ouro do Mundial.

Robben esta na briga pela bola de ouro da Copa do Mundo

Robben esta na briga pela bola de ouro da Copa do Mundo

por Mateus Nunes

Brasil pode ter mudanças para encarar a Holanda

11 jul

Após o maior vexame da história da seleção, Felipão propôs algumas mudanças na equipe. O treinador quer pelo menos terminar a Copa com uma vitória para tentar minimizar a tragédia do jogo contra a Alemanha.

Na treino de despedida da Granja Comary, o treinador Luis Felipe Scolari, acenou com quatro mudanças no time titular. Pensando em poupar o atacante Fred das vaias, Jô provavelmente vai ganhar a vaga de centro avante. No meio de campo, Paulinho deve retornar a posição de titular no lugar de Fernandinho, Ramires vai ocupar o lugar de Hulk e Willian entra no lugar de Bernard.

Felipão promove mudanças no último treino

Felipão promove mudanças no último treino

O atacante Neymar, que ficou fora da Copa por um problema nas costas, voltou para a concentração da seleção brasileira para dar apoio aos seus companheiros e vai viajar junto com a seleção para a última partida do Brasil na Copa.

Neymar reencontra os companheiros na Granja Comary

Neymar reencontra os companheiros na Granja Comary

O Brasil enfrenta a Holanda pela disputa do terceiro lugar amanhã, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, às 17 horas.

por Lucas Motta

Laranja Mecânica perde a chance de superar o vice de 2010

10 jul

Derrotada nos pênaltis pela Argentina, a equipe do capitão van Persie chegou calada ao hotel nessa quarta-feira, 9. Decepcionados por causa da derrota para a equipe sul-americana, os jogadores holandeses consideram o orgulho de terem chegado vitoriosos até a semifinal. Robben, uma das principais participações do time, afirma que a responsabilidade é de todos, já que trabalharam, ganharam e perderam juntos.

A atuação defeituosa dos Vlaar, Garay e Sneijder nos penaltis e ótimas defesas do goleiro argentino fizeram com que o sonho holandês de superar o vice de 2010 fosse substituído pela luta por um terceiro lugar.

Holanda perde nos pênaltis oportunidade de avançar para Final

Com treino já iniciado na manhã de quinta-feira, 10, van Gaal deixou claro sua total insatisfação com a disputa pelo terceiro lugar. Para o técnico não faz sentido já que pode sujar a imagem de uma equipe que foi bem durante todo o campeonato e só falhou na semifinal. O técnico ainda afirma que no mundial só há um prêmio, que é a taça, por isso não deveria haver esse segundo jogo.

Van Gaal não concorda com decisão do terceiro lugar

A torcida holandesa não se revoltou com a derrota. Para a maioria, a vitória argentina foi merecida devido à melhor atuação em campo e jogo altamente defensivo da Laranja. Sem desistir do terceiro lugar, a Holanda vai lutar para ganhar do Brasil no próximo sábado, 12, às 17h, em Brasília. Na opinião dos torcedores, o jogo já está ganho pela Holanda. Eles se baseiam na goleada que a equipe de Felipão levou da Alemanha na última terça-feira, 8, para afirmar que o van Gaal está mais preparado e sabe administrar melhor uma equipe.

por Mariana Carpinter

Só futebol?

10 jul

Perdemos. Não tivemos tática, não tivemos técnica, não tivemos humildade. Humildade para admitir que o adversário era superior e que deveríamos ser, pelo menos uma vez na vida, “covardes”. No bom sentido da palavra. Sentido que os outros adversários da Alemanha entenderam qual era, por isso não tomaram 7 gols. Mas agora não adianta. Não adianta falar de táticas erradas, de convocações erradas, de técnicos errados, de políticos errados, etc. Adianta falar do futuro.

Um futuro preocupante, já que o futebol brasileiro parou no tempo. Não temos uma liga de futebol profissional atrativa e não formamos jogadores de seleção com frequência. Em compensação, técnicos arrogantes e acusações de corrupção temos de sobra. A corrupção, tão falada no meio político, não deve ser esquecida no futebol. Culpar a presidente do país por uma derrota no futebol é mais do que falta de bom senso. É burrice. Quer jogar culpa em autoridade? Jogue no presidente da CBF, que convive constantemente com a teimosia e com acusações de esquemas corruptos. Jogue nos dirigentes dos clubes brasileiros, que se omitem diante disso, tornando o Campeonato Brasileiro um torneio que quase não cede jogadores à seleção. Trazer algum europeu para treinar a seleção pode ser um princípio de mudança, mas também não irá acontecer, porque no “país do futebol”, especialmente nas instituições que administram o esporte, o orgulho e a ganância são superiores à vontade de evoluir.

Contudo, minhas críticas  não se limitam a isso. Após o jogo, pude observar a falta de respeito de muitas pessoas. Não pelas piadas, porque elas me divertiram e me consolaram no momento pós-jogo, mas pela frase que mais escuto desde que passei a acompanhar o mundo do esporte: “Não precisa ficar triste, é só futebol”. SÓ futebol. Para muitos, o futebol é uma forma de se divertir, uma forma de alegrar o dia de um trabalhador sofrido, uma forma do brasileiro vencer nações superiores ao nosso país em quase tudo. E se você é uma pessoa que diz: “Brasileiro é hipócrita, só tem patriotismo durante a Copa”, gostaria de saber em quais outros momentos você é adepto deste sentimento. Patriotismo é ter devoção à pátria e aos seus símbolos. E o futebol é, sem dúvidas, um de nossos maiores símbolos, especialmente porque sempre fomos os melhores.  Por isso uma derrota como a de ontem é extremamente dolorosa.

Não espero que acabem as piadas, críticas e humilhações referentes à seleção. Espero que diminuam a pronúncia da frase “É só futebol”. Não consigo mais chorar por futebol, mas muitos conseguem. Afinal, quem gosta de perder algo que sempre teve? Cada pessoa se apega ao que deseja. Seja uma religião, uma música, um filme ou um esporte. O termo “só” despreza o futebol, menospreza o esporte que já nos deu tantas alegrias. Respeito é bom e todo mundo gosta. Afinal, não se mexe com as crenças, paixões e religiões de um ser humano. Independente de quais sejam.  Mas agora é levantar a cabeça e acreditar. Acreditar que o futebol brasileiro, que infelizmente teve sua morte consumada contra a Alemanha, possa ressuscitar. Em todos os sentidos. E caso isso não aconteça ao terceiro dia, que ocorra nos próximos quatro anos.

por Daniel Furlan

%d blogueiros gostam disto: